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terça-feira, 18 de maio de 2010

INTRODUÇÃO AO DADAÍSMO

FOTOCLUBE DE UBERLÂNDIA


Introdução ao Dadaismo, Ray, Man - Fotografia Dadaísta-Surrealista, Eisenstein's Dadaistic Movie - Diary of Glumov





"Juliet with Headdress", 1940 - 1941, Man Ray


O dadaísmo surgiu no ano de 1916, por iniciativa de um grupo de artistas que, descrentes de uma sociedade que consideravam responsável pelos estragos da Primeira Guerra Mundial, decidiram romper deliberadamente com todos os valores e princípios estabelecidos por ela anteriormente, inclusive os artísticos. A própria palavra dadá não tem outro significado senão a própria falta de significado, sendo um exemplo da essência desse movimento iconoclasta.




O principal foco de difusão desta nova corrente artística foi o Café Voltaire, fundado na cidade de Zurique pelo poeta Hugo Ball e ao qual se uniram os artistas Hans Arp e Marcel Janco e o poeta romeno Tristan Tzara. Suas atuações provocativas e a publicação de inúmeros manifestos fizeram que o dadaísmo logo ficasse conhecido em toda a Europa, obtendo a adesão de artistas como Marcel Duchamp, ou Francis Picabia.



Não se deve estranhar o fato de artistas plásticos e poetas trabalharem juntos - o dadaísmo propunha a atuação interdisciplinar como única maneira possível de renovar a linguagem criativa. Dessa forma, todos podiam ter vivência de vários campos ao mesmo tempo, trocando técnicas ou combinando-as. Nihilistas, irracionais e, às vezes, subversivos, os dadaístas não romperam somente com as formas da arte, mas também com o conceito da própria arte.



Não são questionados apenas os princípios estéticos, como fizeram expressionistas ou cubistas, mas o próprio núcleo da questão artística.Negando toda possibilidade de autoridade crítica ou acadêmica, consideram válida qualquer expressão humana, inclusive a involuntária, elevando-a à categoria de obra de arte.Efêmera, mas eficaz, a arte dadaísta preparou o terreno para movimentos vanguardistas tão importantes como o surrealismo e a arte pop, entre outros.



PINTURA NO DADAÍSMO



A pintura dadaísta foi um dos grandes mistérios da história da arte do século XX. Os pintores deste movimento, guiados por uma anarquia instintiva e um forte nihilismo, não hesitaram em anular as formas, técnicas e temas da pintura, tal como tinham sido entendidos até aquele momento. Um exemplo disso eram os quadros dos antimecanismos ou máquinas de nada, nos quais o tema central era totalmente inédito para aqueles tempos.



Representavam artefatos de aparência mais poética do que mecânica, cuja função era totalmente desconhecida. Para dificultar ainda mais sua análise, os títulos escolhidos jamais tinham qualquer relação com o objeto central do quadro. Não é difícil deduzir que, exatamente através desses antitemas, os pintores expressavam sua repulsa em relação à sociedade, que com a mecanização estava causando a destruição do mundo.



Um capítulo à parte merecem as colagens, que logo se transformaram no meio ideal de expressão do sentimento dadaísta. Tratava-se da reunião de materiais aparentemente escolhidos ao acaso, nos quais sempre se podiam ler textos elaborados com recortes de jornais de diferente feição gráfica. A mistura de todo tipo de imagens extraídas da imprensa da época faz desse tipo de trabalho uma antecipação precoce da idealização dos meios de comunicação de massa, que mais tarde viria a ser a artepop.



ESCULTURA NO DADAÍSMO



A escultura dadaísta nasceu sob a influência de um forte espírito iconoclasta. Uma vez suprimidos todos os valores estéticos adquiridos e conservados até o momento pelas academias, os dadaístas se dedicaram por completo à experimentação, improvisação e desordem. Os ready mades de Marcel Duchamp não pretendiam outra coisa que não dessacralizar os conceitos de arte e artista, expondo objetos do dia-a-dia como esculturas.



Um dos mais escandalosos foi, sem dúvida, o urinol que este artista francês se atreveu a apresentar no Salão dos Independentes, competindo com as obras de outros escultores. Sua intenção foi tão-somente demonstrar até que ponto o critério subjetivo do artista podia transformar qualquer objeto em obra de arte. Com exemplos desse tipo e outros, pode-se afirmar que Marcel Duchamp é sem dúvida o primeiro pai da arte conceitual.



Apareceram também, como na pintura, os primeiros antimecanismos, máquinas construídas com os elementos mais estapafúrdios e com o único objetivo de serem expostas para desconcertar e provocar o público. Os críticos não foram muito condescendentes com essas obras, que não conseguiam compreender nem classificar. Tais manifestações, por mais absurdas e insolentes que possam parecer, começaram a definir a plástica que surgiria nos anos seguintes.



FOTOGRAFIA E CINEMA DADAÍSTA



Artistas de seu tempo, os dadaístas foram sem dúvida os primeiros a incorporar o cinema e a fotografia à sua expressão plástica. E fizeram isso de uma maneira totalmente experimental e guiados por uma espontaneidade inata. O resultado desse novo materialismo foi um cinema completamente abstrato e absurdo, por exemplo, o de diretores como Hans Richter e a fotografia experimental de Man Ray e seus seguidores.



Foi exatamente Man Ray o inventor da conhecida técnica do raiograma, que consistia em tirar a fotografia sem a câmara fotográfica, ou seja, colocando o objeto perto de um filme altamente sensível e diante de uma fonte de luz. Apesar de seu caráter totalmente experimental, as obras assim concebidas conseguiram se manter no topo da modernidade tempo suficiente para passar a fazer parte dos anais da história da fotografia e do cinema artísticos.



Bibliografia:
Enciclopedia Multimedia del Arte Universal©AlphaBetum Multimedia

Fonte : http://www.arteeeducacao.net/historia/Dadaismo/texto.htm

quinta-feira, 29 de abril de 2010

HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA


Câmera escura
compacta do tipo "reflex"


A fotografia não tem um único inventor. Ela é uma síntese de várias observações e inventos em momentos distintos. A primeira descoberta importante para a photographia foi a "câmara obscura".
O conhecimento de seus princípios óticos se atribui a Aristóteles, anos antes de Cristo, e seu uso para observação de eclipses e ajuda ao desenho, a Giovanni Baptista Della Porta.
Apesar de todo conhecimento acerca do assunto, até o século XVII não havia meios para se registrar as imagens formadas a não ser pelo desenho e pintura.
Á partir de então. os homens que trabalharam com as leis físicas da luz iriam descobrir sua interação com as leis da química.

Heliografia de Niépce

Primeiro nasceu a heliografia, criada por Joseph Nicéphore Niépce em 1826. Em 1838, o pintor francês Louis Jacques Mandé Daguerre (1789-1851), associando-se à Niépce, aprimora o processo e cria o que ele mesmo batizaria de daguerreotipia e as câmeras escuras construídas segundo os seus princípios foram chamadas de Daguerreótipos .
Em 7 de janeiro de 1839 a invenção de Daguerre foi anunciada à Academia Francesa de Ciências. O governo francês concedeu reconhecimento nacional aos seus direitos sobre a divulgação pública de suas descobertas. Além disso, a patente do daguerreótipo também foi obtida na Inglaterra.
Voltando um pouco a história, apenas 3 semanas após o anúncio pela Academia Francesa, um cientista amador inglês, William Henry Fox Talbot (1800-1877) soube dos fatos e ficou extremamente contrariado, pois a invenção francesa era muito semelhante a uma invenção sua, chamada "desenho fotogênico", que desenvolvera durante anos mas não a havia divulgado por julgá-la ainda imperfeita.

Daguérre e o modelo de
seu daguerreótipo. Foto feita
por ele mesmo em 1839.


Estúdio de Talbot em Reading, 1844

Anos se passaram e embora a evolução dos processos proporcionassem enormes melhorias na qualidade da imagem foi somente na década de 1880 que surgiu a empresa pioneira em qualidade de imagem.

Fundada pelo bancário norte-americano George Eastman (1854-1932) a Kodak, que produzia placas secas de gelatina (processo descoberto em 1880) para fotografia, revolucionou a história com a substituição das placas por uma película coberta de emulsão sensível, embalada em rolos. Estas películas, chamadas filmes, permitiram a fabricação de câmeras fotográficas de tamanho extremamente reduzido e de baixo custo.
Em 1891, o aperfeiçoamento do sistema de rolos de filme permitia que se carregasse a película na máquina em plena luz do dia, tornando o manuseio das máquinas fotográficas tão fácil que agora qualquer pessoa poderia tirar fotografias e mandar revelar os filmes em laboratório.

A película em forma de filme também permitiu o desenvolvimento do cinema, que nada mais é do que a produção e posterior projeção em seqüência de uma série de fotografias, sincronizadas com o som gravado.



Fonte: http://www.fotonikkei.com.br/private/curiosidades.html

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Brasil na Rota dos Pioneiros


Se não em todas as áreas, com certeza na das invenções e descobertas, a história não tem sido justa com muita gente. A França, sem dúvida, foi a mãe da fotografia. Mas não se pode definir precisamente o pai. Hoje, graças ao trabalho incansável e obstinado do jornalista e professor Boris Kossoy, um terceiro nome disputa a paternidade da fotografia: Antoine Hercule Romuald Florence, francês de nascimento, mas brasileiro de mulher (duas), filhos (20), netos, bisnetos e tataranetos. Kossoy investiu, de 1972 a 1976, numa das mais ardorosas pesquisas e reconstituições de métodos, técnicas e processos já realizadas no Brasil para levar uma pessoa do anonimato ao pódio da história.


Hercules Florence, como ficou internacionalmente conhecido a partir da publicação do livro de Kossoy, "1833: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil" (editora Duas Cidades, 1980), nasceu em 1804, em Nice, e, com a ajuda do pai, pintor autodidata, estudou artes plásticas. Aos 20 anos, sua natureza inquieta e uma insistente falta de emprego o conduzem a um desconhecido Rio de Janeiro, onde passa um ano como modesto caixeiro de uma casa comercial e, depois, vendedor de livros. Pelos jornais descobre a vinda do famoso naturalista russo Langsdorff e é aceito como segundo desenhista daquela que viria a ser uma das maiores e mais profícuas expedições científicas realizadas no Brasil dos séculos passados.

A contribuição de Florence à ciência, às artes e à história estava apenas começando. Em 1829, com o fim da expedição, ruma para São Paulo, e, em 1830, inventa seu próprio meio de impressão, a Polygrafie, já que não dispunha de um prelo. Gosta da idéia de procurar novos meios de reprodução e descobre isoladamente um processo de gravação através da luz, que batizou de Photografie, em 1832, três anos antes de Daguerre. A ironia histórica, oculta por 140 anos, é que o processo era mais eficiente do que o de Daguerre. Já em 1833 utilizou uma chapa de vidro em uma câmara escura, cuja imagem era passada por contato para um papel sensibilizado.

O livro e o trabalho de Kossoy, incluindo a reprodução dos métodos registrados por Florence nos laboratórios do Rochester Institute of Technology, levaram ao reconhecimento internacional do pesquisador franco-brasileiro, e até a França assimilou que a fotografia tem múltiplas paternidades.

Fonte :http://www.fujifilm.com.br

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ensaios de um aficionado

Aos 24 anos decidiu tomar merecidas férias. Havia trabalhado sem descanso na contabilidade do banco, ficando muitas vezes até altas horas da madrugada. A leitura sobre a ilha de São Domingos havia despertado seu interesse em visitá-la. Um engenheiro que trabalhava no sótão do banco lhe sugeriu que documentasse a viagem fotograficamente. Este conselho iniciou George Eastman na fotografia. Comprou um equipamento com todos os apetrechos necessários naqueles dias. A câmara era muito maior que as de hoje e necessitava de um tripé; a tenda que servia de câmara escura tinha que ser grande o suficiente para aplicar a emulsão nas placas de vidro antes da exposição e para revelá-las em seguida. O equipamento incluía, além disso, as soluções químicas, tanques de vidro, um pesado suporte para as placas e uma jarra para a água. As aulas para aprender a tirar fotografias lhe custaram 5 dólares.

Apesar de não ter viajado para São Domingos, quando aprendeu a tirar fotos com placas úmidas foi fotografar a ponte da ilha de Mackinac. Como o tanque de vidro cheio de nitrato de prata para sensibilizar as placas tinha que estar hermeticamente fechado e bem protegido, ele o envolveu em sua roupa de viagem. Apesar de tantas precauções, o tanque se rompeu e ele teve que comprar roupa nova.

Um grupo de turistas se colocou na ponte para posar e observaram como Eastman enfocou a câmara, entrou na tenda para sensibilizar a placa e saiu pronto para tirar a foto. Apesar do calor, o fascinado grupo permaneceu ali durante a longa e complicada operação, e esperou ele sair da tenda após revelar a placa. Estava olhando a foto quando alguém lhe perguntou se vendia. "Não é para vender", respondeu. "Sou um aficionado". Ao saber disto, o curioso se indignou declarando que quando alguém não mais do que um aficionado devia indicar isto com uma placa.

Se bem que no início queria simplificar a fotografia para satisfação pessoal, logo considerou as possibilidades de fabricar placas secas para vender. Como fonte de referência para suas experiências leu todas as publicações disponíveis sobre a matéria e consultou a Enciclopédia Britânica de uma biblioteca.

Trabalhava no banco de dia e experimentava na cozinha de sua mãe durante as noites, misturando e cozinhando soluções de segunda a sexta. Se deitava no sábado à noite e dormia até a manhã de segunda, só acordando para comer. Segundo sua mãe, algumas vezes estava tão cansado que não conseguia tirar a roupa e dormia no chão da cozinha, perto do fogão.

Os três primeiros anos de suas experiências fotográficas foram os mais duros de sua vida de trabalho. O medo da pobreza que assustava sua mãe e irmãs, uma delas vítima da poliomielite, foi a força motriz que o levou a ganhar dinheiro para ajudar a família. A firmeza de sua determinação e seu profundo amor pela mãe constituíram os motivos propulsores de grande parte de sua existência.
http://wwwbr.kodak.com

A história de George Eastman e da Kodak


George Eastman nasceu em 12 de julho de 1854, na vila de Waterville, estado de Nova York, Estados Unidos. Seus pais foram Maria Kilbourn e George Washington Eastman. Quando George ainda tinha 6 anos, seu pai vendeu o negócio que tinha e se mudou para Rochester para poder dedicar todo o seu tempo ao Colégio Comercial Eastman, nesta cidade. Com a morte do pai, dois anos mais tarde, começaram os tempos difíceis para a Sra. Eastman, George e suas duas irmãs mais velhas.

George conseguiu ficar na escola até os 14 anos e, mesmo sendo aplicado, nunca se destacou nos estudos. Nesta idade a pobreza obrigou George a deixar os estudos. Com determinação prometeu a si próprio aliviar a difícil situação financeira e ajudar no lar. Obteve um emprego de mensageiro em uma companhia de seguros, com um salário de 3 dólares semanais; e se destacou por ser cuidadoso e minucioso no trabalho. Um ano depois, já em outra companhia de seguros e pela sua dedicação, teve um aumento em seu salário para 5 dólares semanais. Para conseguir um emprego melhor, estudou contabilidade à noite. Em 1874, depois de ter trabalhado em companhias de seguros por 5 anos, e com apenas 20 anos de idade, ingressou no Banco de Poupança de Rochester.

George Eastman sempre foi austero e poupava mesmo quando ganhava os escassos 3 dólares semanais. Com um novo salário de 800 dólares anuais pôde poupar nos sete anos seguintes 3000 dólares que usou para iniciar seu negócio fotográfico.

terça-feira, 30 de março de 2010

Maddox e sua emulsão de gelatina e brometo de prata


Em setembro de 1871, um médico e microscopista Inglês, Richard Lear Maddox, publicou no British Journal of Photography suas experiências com uma emulsão de gelatina e brometo de prata como substituto para o colódio. O resultado era uma chapa 180 vezes mais lenta que o processo úmido, mas com o novo processo aperfeiçoado e acelerado por John Burgess, Richard Kennett e Charles Benett, a placa seca de gelatina estabelecia a era moderna do material fotográfico fabricado comercialmente, liberando o fotógrafo da necessidade de preparar as suas placas. Rapidamente várias firmas passaram a fabricar placas de gelatina seca em quantidades industriais.

Burgess comercializou a emulsão de brometo de prata e gelatina engarrafada, mas os resultados não foram satisfatórios devido à presença de sub-produtos tais como nitrato de potássio. Em 1873, Kennett vendia emulsões secas e placas preparadas com bastante sensibilidade à luz. Em 1878, Bennett publicou que conservando a emulsão a 32oC de quatro a sete dias, se produzia uma "maturação" que aumentava a sensibilidade.

Fabricantes britânicos como a Wratten & Wainwrigth e The Liverpool Dry Plate Co., em 1880, monopolizaram a fabricação de placas secas. Logo fábricas em todos os países passaram a imitá-los, até que em 1883 quase nenhum fotógrafo usava o material colódio.

segunda-feira, 29 de março de 2010

As variações do colódio: o ambrótipo e o ferrótipo

A variante Ambrotipia, elaborada por Archer com a coloração de Peter Wickens Fry, consistia em um positivo direto obtido com a chapa de colódio. Branqueava-se um negativo de colódio sub-exposto, escurecia-se o dorso com um tecido preto ou um verniz escuro, dando assim a impressão de um positivo. Quando um negativo é colocado sobre um fundo escuro com o lado da emulsão para cima, surge uma imagem positiva graças à grande reflexão de luz da prata metálica. Dessa maneira o negativo não podia mais ser copiado, mas representava uma economia de tempo e dinheiro, pois se eliminava as etapas de obtenção da cópia. O nome Ambrótipo foi sugerido por Marcos A. Root, um daguerrotipista da Filadélfia, sendo também usado este nome na Inglaterra. Na Europa era geralmente chamado Melainotipo. Os retratos pequenos, feitos através deste processo, foram muito difundidos nos anos cinqüenta até serem superados pela moda das fotografias tipo "carte-de-visite".

Outra variação do processo colódio, o chamado Ferrótipo, ou Tintipo, produzia uma fotografia acabada em menos tempo que o Ambrótipo. Há divergências entre autores quanto ao criador do processo; para uns, o Ferrótipo foi elaborado por Adolphe Alexandre Martin, um mestre francês, em 1853. Para outros, foi Hanníbal L. Smith, um professor de química da universidade de Kenyon, quem introduziu o processo. Este processo era constituído por um negativo de chapa úmida de colódio com um fundo escuro para a formação do positivo. Mas, ao invés de usar verniz ou um pano escuro, era utilizada uma folha de metal esmaltada de preto ou marrom escuro, como suporte do colódio. O baixo custo era devido aos materiais empregados e sua rapidez decorria das novas soluções de processamento químico.

O Ferrótipo desfrutou de grande popularidade entre os fotógrafos nos Estados Unidos a partir de 1860, quando começaram a aparecer os especialistas fazendo fotos de crianças em praças públicas, famílias em piqueniques e recém casados em porta de igrejas.

O inconveniente de todos os processos por colódio era a utilização obrigatória de placas ainda úmidas. Idealizou-se várias maneiras de conservar o colódio em estado pegajoso e sensível durante dias e semanas, de forma que toda manipulação química pudesse ser realizada no laboratório do fotógrafo em sua casa, mas logo apareceu um processo "seco" que substituiu rapidamente o colódio: a gelatina.
Fonte.: http://wwwca.kodak.com

Archer e suas placas úmidas

A dificuldade em usar o vidro como base do negativo era a de se encontrar algo que contivesse, numa massa uniforme, os sais de prata sensíveis à luz, para que não se dissolvessem durante a revelação.

Abel Niépce de Saint-Victor, primo de Nicéphore Niépce, descobriu em 1847 que a clara do ovo, ou a albumina, era uma solução adequada no caso de iodeto de prata. Uma placa de vidro era coberta com clara de ovo, sensibilizada com iodeto de potássio, submetida a uma solução ácida de nitrato de prata, revelada com ácido gálico e finalmente fixada no tiossulfato de sódio.

O método da albumina proporcionava uma grande precisão de detalhes mas requeria uma exposição de 15 minutos aproximadamente. Sua preparação era bastante complexa e as placas podiam ser guardadas durante 15 dias.

O ano de 1851 foi muito significativo para a fotografia. Na França, morreu Daguerre. Na Grã-Bretanha, como fruto da Revolução Industrial, foi organizada a "Grande Exposição", apresentando os últimos modelos produzidos.

Um invento que em pouco tempo chegou a suplantar todos os métodos existentes foi o processo do COLÓDIO ÚMIDO, de Frederick Scott Archer, publicado no "The Chemist" em seu número de março. Esse obscuro escultor londrino, com grande interesse pela fotografia, não estava satisfeito com a qualidade da imagem, deteriorada pela textura fibrosa dos papéis negativos, e sugeriu uma mistura de algodão de pólvora e éter, chamada colódio, como um meio de unir os sais de prata nas placas de vidro. O processo consistia em:
Espalhar cuidadosamente o colódio com iodeto de potássio sobre o vidro, escorrendo até formar uma superfície uniforme.
No quarto escuro, com luz alaranjada, a placa era submetida a um banho de nitrato de prata.
A placa era exposta na câmara escura ainda úmida, porque a sensibilidade diminuía rapidamente à medida que o colódio secava. O tempo médio de exposição ao sol era de 30 segundos.
Antes que o éter, que se evaporava rapidamente, secasse, tornando-se impermeável, revelava-se com ácido pirogálico ou com sulfato ferroso.
A fixagem era feita com tiossulfato de sódio ou com cianeto de potássio (venenoso), e finalmente lavava-se bem o negativo.
O colódio, além de muito transparente, permitia uma concentração de sais de prata, fazendo com que as placas fossem 10 vezes mais sensíveis que as de albumina. Seu único inconveniente era a necessidade de sensibilizar, expor e revelar a chapa num curto espaço de tempo. Como Archer não teve interesse em patentear seu processo, morrendo na miséria e quase desconhecido, os fotógrafos ingleses podiam pela primeira vez praticar a fotografia.

Talbot, acreditando que sua patente cobria o processo colódio, levou ao tribunal um fotógrafo que utilizava a placa úmida em Oxford Street. O juiz pôs em dúvida o direito de Talbot de reclamar da invenção do colódio e os jurados decidiram que esta não infringia sua patente. Então a fotografia estava livre, pois além disso a patente de Daguerre havia expirado em 1853. A fotografia agora tinha condições de crescer em popularidade e a quantidade de aplicações do colódio cresceu durante 30 anos. O número de retratistas aumentou consideravelmente, pessoas de todas as classes sociais desejavam retratos e se estendeu o uso de uma adaptação barata do processo colódio chamada AMBROTIPO.

Fonte :http://wwwca.kodak.com

Fox - Talbot: um nobre aperfeiçoando a fotografia

Fox - Talbot: um nobre aperfeiçoando a fotografia



Na Inglaterra, um descendente de família nobre, membro do parlamento britânico, escritor e cientista aficionado, WILLIAM HENRY FOX-TALBOT, usava a câmara escura para desenhos em suas viagens. Na intenção de fugir da patente do daguerreótipo em seu país e solucionar suas limitações técnicas, pesquisava uma forma de impressionar quimicamente o papel.

Talbot iniciou suas pesquisas fotográficas tentando obter cópias por contato de silhuetas de folhas, plumas, rendas e outros objetos.

O papel era mergulhado em nitrato e cloreto de prata e depois de seco fazia seu contato com os objetos, obtendo-se uma silhueta escura. Finalmente, o papel era fixado, de modo imperfeito, com amoníaco, ou com uma solução concentrada de sal. Às vezes, também era usado o idodeto de potássio.

No ano de 1835, Talbot construiu uma pequena câmara de madeira, com somente 6,30 cm2, que sua esposa chamava de "ratoeira". A câmara foi carregada com papel de cloreto de prata e, de acordo com a objetiva utilizada, era necessária de meia a uma hora de exposição. A imagem negativa era fixada em sal de cozinha e submetida a um contato com outro papel sensível. Desse modo, a cópia apresentava-se positiva, sem a inversão lateral. A mais conhecida nos mostra a janela da biblioteca da abadia de Locock Abbey, considerada a primeira fotografia obtida pelo processo negativo/positivo.

As imagens de Talbot eram bastante pobres, devido ao seu reduzido tamanho de 2,5 cm2, se comparadas com a Heliografia de Nièpce, de 20,3 x 60,5 cm, obtida nove anos antes. Sua lentidão, seu tamanho, e sua incapacidade de registrar detalhes não causavam interesse ao público, em comparação aos daguerreótipos.

Em 1839, quando chegaram à Inglaterra os rumores do invento de Daguerre, Talbot tinha aprimorado suas pesquisas e precipitadamente publicou seu trabalho e o apresentou à Royal Institution e à Royal Society. Sir Herchel logo concluiu que o Tiossulfato de sódio seria um fixador eficaz e sugeriu os termos: FOTOGRAFIA, NEGATIVO E POSITIVO.

Um ano depois, o material sensível foi substituído por iodeto de prata, sendo submetido, após a exposição, a uma revelação com ácido gálico. Mas para as cópias continuou a usar o papel de cloreto de prata. O processo, que inicialmente foi batizado de CALOTIPIA, ficou conhecido como TALBOTIPIA e foi patenteado na Inglaterra em 1841. Talbot comprou uma casa em Reading, contratou uma equipe para produzir cópias, fotografou várias paisagens turísticas e comercializava as cópias em quiosques e tendas artísticas em toda a Grã-Bratanha.

"THE PENCIL OF NATURE", o primeiro livro do mundo ilustrado com fotografias, foi publicado por Talbot em 1844. O livro foi editado em seis grandes volumes com um total de 24 talbotipos originais e continha a explicação detalhada de seus trabalhos, estabelecendo certos padrões de qualidade para a imagem.

Como o negativo da talbotipia não era constituído de um papel de boa qualidade como base de sensibilização, na passagem para o positivo se perdiam muitos detalhes devido à fibrosidade do papel. Muitos fotógrafos pensavam em melhorar a qualidade da cópia, utilizando como base o vidro.

Fonte:http://wwwca.kodak.com

Hercules Florence - A descoberta isolada da fotografia no Brasil

O francês Hercules Florence, aplicou-se a uma série de invenções durante os 55 anos em que viveu no Brasil até sua morte, na Vila de São Carlos (Campinas).

Em 1830, diante da necessidade de uma oficina impressora, inventou seu próprio meio de impressão, a POLYGRAPHIE, como ele a chamou. Seguindo a meta de um sistema de reprodução, pesquisou a possibilidade de se reproduzir usando a luz do sol e descobriu um processo fotográfico que chamou de PHOTOGRAPHIE, em 1832, como descreveu em seus diários da época, anos antes de Daguerre. Em 1833, Florence fotografou através da câmara escura com uma chapa de vidro e usou um papel sensibilizado para a impressão por contato.

Enfim, totalmente isolado e sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus Niépce, Daguerre e Talbot, obteve resultados fotográficos.

http://wwwca.kodak.com

terça-feira, 16 de março de 2010

Nasce uma profissão: o fotógrafo

Quando a França ainda vivia um período de instabilidade política, em meados do século XIX, conseqüência da Revolução
Francesa e do Império Napoleônico, surgiu uma nova profissão, reconhecida mais tarde, também como arte: a fotografia.


Na verdade, registros revelam que na época de Aristóteles já se conhecia o fenômeno de produção de imagens pela
passagem da luz através de um pequeno orifício e boa parte dos princípios básicos da óptica e da química que envolveriam
mais tarde o surgimento da fotografia.


No século X, o erudito árabe Alhazen mostrou como observar um eclipse solar no interior de uma câmara obscura: um quarto
às escuras, com um pequeno orifício aberto para o exterior.


Durante a Renascença, uma lente foi colocada num pequeno orifício e obteu-se uma melhor qualidade da imagem. A câmara
obscura começou a se tornar cada vez menor, até se transformar em um objeto que pudesse ser levado para qualquer lugar.


Já com um tamanho portátil, no século XVII, a câmara obscura era utilizada por muitos pintores na execução de suas obras.


Um cientista italiano, Angelo Sala, em 1604, observou o escurecimento de um certo composto de prata por exposição ao sol,
mas não conseguia fixar a imagem que acabava desaparecendo.


Foram muitos os estudiosos que ao passar dos anos acrescentaram novas descobertas: em 1725 com Johan Heinrich
Schulze, um professor de medicina da Universidade de Aldorf, na Alemanha e no início do século XIX com Thomas Wedgwook,
que, assim como Schulze obteve silhuetas fixas em negativo, mas a luz continuava a escurecer as imagens.


Fotografia de fato, surgiu no verão de 1826, pelo inventor e litógrafo francês Joseph Nicéphore Niépce. Em fevereiro de 1827,
Niépce recebeu uma carta de Louis Daguerre, de Paris, que manifestou seu interesse em gravar imagens. Em 1829,
tornaram-se sócios, mas Niépce morre em 1833. Seis anos depois, em 7 de janeiro de 1839, Daguerre revela à Academia
Francesa de Ciências um processo que originava as fotografias ou os daguerreótipos.


A fotografia atraiu a atenção de tantas pessoas que, movidos pelo entusiasmo, tornaram-se adeptos daquela técnica. Assim,
tanto em Londres como em Paris, houve um boom na compra de lentes e reagentes químicos.


Os fotógrafos e suas câmeras fotográficas (caixas de formas estranhas) começavam a registrar suas imagens.


Fotografar tornou-se uma atividade em franca expansão. Rapidamente tomou conta do mundo. Em 1853, cerca de 10 mil
americanos produziram três milhões de fotos, e três anos mais tarde a Universidade de Londres já incluía em seu currículo
a fotografia.


Em junho de 1888, com George Eastman, surge a Kodak. A fotografia tornou-se mais popular com este tipo de câmera que
era bem mais leve, de baixo custo e simples de operar.


A fotografia deu ao homem um visão real do mundo, tornando-se assim, um instrumento de como captar imagens dos
registros da História.

Fonte.:http://www.fotoserumos.com/histfoto.htm

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA

A primeira descrição de algo parecido com uma máquina fotográfica foi escrita por um árabe, Alhaken de Basora, que viveu há aproximadamente 1000 anos. Ele descobriu como se formavam as imagens no interior de sua tenda quando a luz do sol passava pelas frestas do tecido. Assim foram relatados os princípios do que viria a ser a câmera fotográfica.

Câmera significa pequeno quarto. Mais tarde, a câmera escura, quando não existia a fotografia, era um artifício empregado para conseguir imagens projetadas desde o exterior e cujas siluetas eram desenhadas na referida câmera escura. Sua existência é conhecida desde o século XVI, quando artistas como Leonardo Da Vinci e outros pintores a usavam para desenhar.

No século XVII, as câmeras escuras deixam de ser grandes e passaram a ser móveis, desmontáveis e semiportáteis. Desenhar com luz, este, na verdade, era a utilidade destes objetos, por isso o significado etimológico das palavras gregas: foto (luz) e grafein (desenhar).

Os irmãos franceses Jean Niceforo e Claude Niepce são os primeiros a relacionar a imagem realizada com luz e uma câmera escura. Mas eles não foram os únicos investigadores desta atividade, em que pese que foram os únicos a chegar ao fim de esta prática.

Mais tarde, o artista francês Louis Jaques Mandé Daguerre (1789 – 1851) trabalhou, durante anos, em um sistema para conseguir que a luz incidisse sobre uma suspensão de sais de prata, de tal maneira que a escurecesse seletivamente e fosse capaz de produzir a duplicação de alguma cena. Em 1839, Daguerre tinha aprendido a dissolver os sais intatos mediante uma solução de tissulfato de sódio o que permitia gravar permanentemente a imagem.

Mesmo o avanço tendo sido notável, levava de 25 a 30 minutos para tirar uma fotografia, e se houvesse sol. Mas este não era seu principal inconveniente, senão a dificuldade de obter cópias. E foi outro inventor, William Henry Talbot (1800 – 1877), que fazia experiências com o que chamou de calótipos, que superou o problema em 1841. Com seus calótipos obtinham-se negativos que logo deveriam ser passados aos positivos em outras folhas. Em 1844, foi publicado o primeiro livro com fotografias.

A partir de então, as investigações se concentraram em conseguir um papel para os negativos que fosse suficientemente sensível para ser rapidamente impresso. Em 1848, um escultor inglês, Frederick Scott Archer, inventou o processo de colódio úmido. O colódio (composto por partes iguais de éter e álcool numa solução de nitrato e celulose) era empregado como substância ligante para fazer aderir o nitrato de prata fotossensível à chapa de vidro que constituía a base do negativo. A exposição era feita com o negativo úmido (esta é a origem do nome colódio úmido). A revelação tinha de ser feita logo após a tomada da fotografia.

Só depois de alguns avanços científicos foram obtidas fotografias coloridas. Gabriel Lippman foi o primeiro investigador que mediante um complexo método conseguiu fotografar o espectro visível com toda sua riqueza cromática. Os irmãos Lumière também contribuíram, mas foram Luis Ducos du Hauron e Carlos Cross as pessoas que criaram um método que consistia na impressão de três negativos através de filtros coloridos em vermelho e azul.

Fontes
Site da Kodak. Acessado em 18 mar. 2009. Disponível em: http://wwwbr.kodak.com/BR/pt/index.shtml

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

EVOLUÇÃO DAS CAMÊRAS FOTOGRÁFICAS

O início
A fotografia em si não é uma invenção, mas sim a união de várias descobertas e invenções. A primeira delas foi a câmara escura, em que a sua descoberta é atribuída ao filósofo Aristóteles (384-332 a.C.). Ela permitia visualizar eclipses solares sem prejudicar os olhos, através de um pequeno furo na câmara.

O furo permitia a passagem de luz e a formação de imagens dentro dela, sendo que a nitidez da imagem formada dependia do tamanho do furo: quanto menor o furo, mais nítida era a imagem. O efeito colateral era o escurecimento da imagem formada, pois um furo menor permite passar menos luz.


Novas idéias foram sendo adicionadas à câmara escura, como as lentes (para permitir que furos grandes pudessem produzir fotos nítidas) e o diafragma (para variar o tamanho do furo usado juntamente com as lentes). O aperfeiçoamento das câmaras escuras permitia que qualquer imagem fosse refletida perfeitamente num papel, e essa idéia foi muito usada por artistas, mas para fixar as imagens no papel, foi necessária a ajuda da química.

Sim, nós temos fotos!
Principalmente por acidente, químicos foram descobrindo como alguns compostos de prata reagem à luz, mas foi Thomas Wedgwood o primeiro a usar o nitrato de prata juntamente com a câmara escura para fixar imagens em couro.
A primeira foto de fato foi feita por Joseph Nicéphore Niépce, usando uma placa de estanho com betume branco e a deixando por oito horas numa câmara escura voltada para o quintal de sua casa. O processo foi chamado de 'heliografia', pois usava a luz solar.

Outro químico, Louis Jacques Mandé Daguerre, aperfeiçoou a heliografia, substituindo compostos químicos e descobrindo que o tempo de revelação diminuiria para minutos usando-se vapor de mercúrio e tiossulfato de sódio. Willian Henry Fox-Talbot, cientista inglês, usou o processo de Daguerre para aperfeiçoar suas próprias experiências com a câmara escura - criando os termos 'fotografia', 'negativo' e 'positivo'.

As descobertas de Frederick Scott Archer foram fundamentais para a popularização da fotografia, pois nenhuma delas foi patenteada. Ele basicamente criou o processo de revelação de fotos e o antecessor do filme fotográfico, permitindo imagens muito mais nítidas do que as feitas até então. As máquinas fotográficas
Toda a química envolvida na vida de um fotógrafo começou a ser simplificada com a criação de placas secas com uma espécie de gelatina que já traziam os compostos químicos necessários para uma fotografia. Com a criação do celulóide, por Alexander Parkes em 1861, os últimos problemas visíveis nas placas secas (fragilidade e peso) foram resolvidos.
George Eastman, fundador da empresa Eastman Kodak Company, usou a idéia para criar um filme de nitrato de celulose (o celulóide usado na época) que era colocado em uma máquina fotográfica.

A cada foto, o filme era enrolado num carretel, e no final do processo, o filme era enviado para a fábrica, onde era revelado. O funcionamento do equipamento (Kodak n.1, lançado em 1888) é a descrição exata de como funciona uma câmera fotográfica tradicional. E o slogan "Você aperta o botão e nós fazemos o resto" mostra que a fotografia podia agora ser feita por qualquer pessoa, sem conhecimentos de química.


Os primórdios da fotografia digital
O conceito de fotografia digital apareceu juntamente com a guerra fria e a corrida espacial. Afinal de contas, como fotos do espaço e do país rival poderiam ser tiradas a milhares de quilômetros de altura se o filme não pudesse ser trazido à Terra para ser revelado?
A primeira tentativa de se criar uma câmera digital foi apenas em 1975, por Steven Sasson, da Kodak. Usando o novíssimo chip CDD de detecção de imagens, desenvolvido pela Fairchild Semiconductor em 1973, o protótipo pesava mais de 3 quilos, gravava imagens em preto e branco, tinha uma resolução de 0.01 megapixels (10 mil pixels) e precisava de 23 segundos para capturar uma imagem. Obviamente, o dispositivo era apenas um protótipo.

A primeira câmera eletrônica portátil (como os aparelhos de hoje) surgiu em 1981. A Sony Mavica não pode ser considerada uma ‘câmera digital’, pois não captava imagens estáticas, mas gravava vídeos (como filmadoras) e salvava apenas alguns frames (que, de fato, são fotos). A qualidade de imagem pode ser considerada igual à das televisões da época.

A comercialização das câmeras digitais começou apenas em 1986, com a Canon RC-701. O preço absurdo da época (cerca de US$ 20 mil) e a baixa qualidade das imagens geradas, em comparação com câmeras tradicionais, restringiram o público alvo dos produtos.

Vários modelos de câmeras eletrônicas foram lançados nos anos seguintes, mas duas merecem destaque: a Canon RC-250 Xapshot, cujo kit completo custava US$ 1.500 foi a primeira com preço acessível ao consumidor médio. Já a Nikon QV-1000C, com venda de apenas algumas centenas de unidades, era voltada para profissionais, e foi a primeira câmera eletrônica cuja qualidade de imagem era igual às câmeras tradicionais.


A chegada das verdadeiras câmeras digitais
Provavelmente a primeira câmera realmente digital, gravando imagens como arquivos reconhecidos no computador foi a Fuji DS-1P em 1988, com 16 MB de memória interna. Não há, porém, registros de comercialização deste modelo.

Logo, a primeira câmera digital lançada comercialmente foi a Dycam Model 1, em 1990, com capacidade de se conectar a um PC ou um Mac para transmitir as fotos.

Em 1991, a Kodak lança a DCS-100, que custava US$ 13 mil. Ela foi a primeira câmera digital profissional a usar o sistema SLR, que utiliza espelhos e uma única lente para garantir que o que o fotógrafo está vendo realmente será fotografado. Usando o corpo de uma câmera da Nikon, ela tinha uma resolução de 1,3 MP.


Nos anos seguintes, vários modelos de câmeras digitais foram lançados, trazendo inovações facilmente vistas hoje em dia, como a Fuji DS-200F em 1993 (primeira com memória flash embutida), a Apple Quick Take 100 em 1994 (primeira câmera digital colorida com preço inferior a US$ 1000), a Nikon Zoom 7000 QD em 1994 (primeira com função de estabilização de imagens), a Casio QV-10 em 1995 (primeira câmera com visor de cristal líquido) e a Ricoh RDC-1 em 1995 (primeira que permita gravar fotos e vídeos).



Megapixels para todos!
Todas as câmeras digitais mostradas até agora apresentam baixa resolução de imagens. A resolução é baseada no sensor CCD (ou CMOS) usado no equipamento para converter os fótons (unidade básica da luz) em imagem. De forma básica, o sensor é formado por milhões de 'alvos' que contam a quantidade recebida de fótons - isto significa que, quanto maior a quantidade de 'alvos', maior a resolução da foto, pois mais fótons foram percebidos.
Outros fatores também interferem diretamente na resolução, como qualidade das lentes usadas e tamanho físico do próprio sensor.
As resoluções mais comuns das câmeras digitais são:
- 0.01 MP (resolução de 320 x 240 pixels)
- 0.3 MP (resolução de 640 x 480 pixels)
- 1.3 MP (resolução de 1280 x 1024 pixels) - resolução ideal para fotos de até 10 x 15 cms
- 2.0 MP (resolução de 1600 x 1200 pixels) - resolução ideal para fotos de até 13 x 18 cms
- 3.0 MP (resolução de 2048 x 1536 pixels) - resolução ideal para fotos de até 15 x 21 cms
- 4.0 MP (resolução de 2272 x 1704 pixels) - resolução ideal para fotos de até 20 x 25 cms
- 5.0 MP (resolução de 2560 x 1920 pixels) - resolução ideal para fotos de até 24 x 30 cms
- 6.0 MP (resolução de 2816 x 2112 pixels) - resolução ideal para fotos de até 28 x 35 cms
- 7.0 MP (resolução de 3072 x 2304 pixels)
- 8.0 MP (resolução de 3264 x 2448 pixels)
A partir de 1997, as câmeras digitais domésticas começavam a apresentar resoluções superiores a 1.0 MP, e as câmeras profissionais evoluíam a passos largos. Exemplo: a Nikon D1, de 1999, apresentava resolução de 2.74 MP, custava menos de US$ 6 mil e era a primeira do gênero feita por apenas um fabricante.

Pode-se considerar o período entre 2001 e 2003 como a verdadeira época de popularização das câmeras digitais: em 2001 surgiu no Japão o primeiro telefone celular com câmera digital embutida (Sharp J-SH04). Em 2003, foi lançada a primeira câmera digital com qualidade profissional voltada para consumidores: a Canon EOS 300D, com resolução de 6.0 MP e custo de US$ 900.



Hoje, percebemos que a maioria das câmeras domésticas apresenta resolução até mesmo superior às necessidades dos usuários, os telefones celulares com câmeras têm resolução comparável com câmeras digitais de 'berço' (como o Nokia N96) e até mesmo câmeras com recursos profissionais para consumidores domésticos desafiam filmadoras (como a nova Nikon D90, com 12.2 MP e capacidade de gravar vídeos em HDTV).
fonte:http://www.artigonal.com

sábado, 23 de janeiro de 2010


História da Imagen – Nikon

A história da Nikon começou a ser contada em 1917, quando três pequenas empresas se uniram para criar a Companhia Ótica do Japão, ou Nippon Kogaku. Sua linha de produtos incluía dispositivos óticos de uso técnico ou científico, como telescópios e microscópios. Muito distante da produção que a tornaria conhecida mundialmente.


Somente na década de 30 é que surgiram as primeiras lentes Nikkor, de 50mm a 700mm. Ainda nesta década elas equiparam as máquinas da futura concorrente, a Canon, mas ainda não imaginavam criar um equipamento próprio, idéia que ficou um pouco mais distante com a entrada do Japão da Segunda Guerra Mundial.


Após 1945 é que a empresa decidiu investir em um projeto próprio, um desenvolvimento que levaria ao mercado, dois anos depois, a Nikon I, a primeira máquina da empresa a estampar oficialmente este nome. Até pouco tempo antes do lançamento, o nome oficial escolhido era Nikkorette…


A Nikon I vinha equipada com uma lente Nikkor de 50mm f3,5 e tinha um design muito parecido com as Leikas da época. A produção deste modelo durou até 1949, quando foi substituída pelo modelo Nikon M.


Gravado no corpo da máquina, além do nome Nikon, havia a sigla MIOJ. Significa made in occupied Japan, ou seja, fabricado no Japão sob ocupação.
A história da Canon

A fundação da CANON data de 1937, em Tokyo, Japão, por iniciativa do Dr. Takeshi Mitarai, reunindo a equipe de uma pequena empresa, o Laboratório de Instrumentos de Precisão (SKK), por sua vez constituída em 1933 com objetivo de desenvolver e produzir câmeras fotográficas de qualidade, até então exclusivamente importadas e muito caras. O primeiro produto carregou a marca Kwanon, o nome da antiga deusa asiática, que deu origem em seguida à moderna denominação CÂNON, traduzido pelo Webster's como "padrão de comparações", em linha com os ambiciosos objetivos de desenvolvimento de alta tecnologia.

Filosofia Corporativa
Desde sua constituição, a CANON destaca-se pelo alto grau de motivação de seus colaboradores, resultado da bem sucedida implantação de planejamento corporativo apoiado em três pilares básicos: em primeiro lugar, um filosofia de gerenciamento, representada pela expressão japonesa "Kyosei" resumida em "viver e trabalhar unidos para o bem-estar comum"; em segundo lugar, a aplicação anual de pelo menos 10% do resultado das vendas em Pesquisa & Desenvolvimento e, em terceiro e último lugar, a proteção contra instabilidades locais, traduzida por forte presença global.